A boa notícia? O dia em que não houver mais propaganda como esta é que saberemos que finalmente chegamos lá.
A má notícia? Ainda veremos propaganda como esta.
Para pregar na parede.
Para você mostrar como exemplo numa aula ou roda de conversa.
Campanha brilhante. Direção de arte impecável. Conceito transmitido. Produto associado. Potencial de venda confirmado.
Há uma elegância na mensagem que dialoga diretamente com o público a ser atingido.
Sony Microvault, Tiny 4GB.
Possivelmente você nem encontre mais o produto nas gôndolas. É uma campanha de 2008. De lá para cá, cartões de memória evoluíram muito, tornando-se quando vez menores e com maiores capacidades de armazenamento.
Mas o valor da campanha está em sua universalidade. Todo ser humano tem noção de proporcionalidade e a relação espaço e volume. É olhar para as peças e logo restabelecer um outro significado.
O conteúdo extrapola a embalagem.
É muito para pouco abrigo.
Perfeito.
Agência, FP7 de Dubai.
Diretor criativo, Marc Lineveldt.

Ao passar o mouse na lateral da imagem, uma barra surgirá: clique nela e veja toda a sequência.
Que fofa a campanha.
Para anunciar as 6 bacanudas salas de cinema do shopping Praia de Belas, em Porto Alegre, a agência Globalcomm produziu uma campanha com crianças no papel dos grandes astros de Hollywood em seus fimes famosos.
Ficou ótimo!
Impossível não prestar atenção na mensagem.
E a produção das fotos, no ponto.






Os símbolos falam diretamente com a alma, sem a interferência da razão.
A linguagem mágica, usada por diversas tradições para transmitir seus ensinamentos, é inteiramente baseada em símbolos.
Quando olhamos certas esculturas em catedrais antigas, imagens que nos parecem absurdas, gravuras em velhos livros de mitologia, notamos que - embora não possamos compreender exatamente tais figuras, alguma coisa nos parece familiar.
Reparamos que, para estes pintores e escultores, era muito mais importante transmitir um sentimento que uma ideia.
Muitas vezes, desenhavam contrariando os padrões técnicos e artísticos de sua época. Mas estes homens e mulheres ousaram. Mesmo chamados de tolos - ou de loucos - criaram pinturas, desenhos, mandalas, que ainda hoje mostram toda a força e todo o vigor de uma linguagem que estava além da palavra e do preconceito humano.
Por Paulo Coelho… que em seu post de hoje, Do Mito, fez eu lembrar as cartas do tarot, que sempre me fascinam.
Símbolos. Entende agora o fascínio que as marcas exercem em você?

Essa campanha do VIVA você só vê aqui.
As 5 peças formam um conjunto que materializou o conceito VIVA. VEJA DE NOVO COM OUTROS OLHOS.
Não foi produzida, nem veiculada.
Nasceu, viveu e morreu apenas como layout, em pranchas, para avaliação minha de um exercício criativo da agência Artplan, que atende a conta.
Você sabe, o canal exibe acervo. São conteúdos majoritariamente da TV Globo e alguns poucos títulos internacionais e outros próprios, como o Reviva. Produções com até 30 anos de idade, que contam e revelam sobre uma realidade em tudo diferente a atual, seja no figurino, nos costumes, na arquitetura, no transporte, design, o diabo.
É uma dessas campanhas com linguagem universal. As imagens são compreendidas a partir do jogo entre duas palavras, que representam momentos distintos no tempo, de como julgávamos as coisas antes e como julgamos agora.
A fronteira entre esses entendimentos está delimitada por dois fios, cada um formando o contorno de uma tv: a antiga (o passado), com cantos abaulados, e a nova (o presente), de cantos retos.
Particularmente eu adoro o conjunto, apesar da linguagem ser “sofisticada” demais para o público para o qual o canal organiza sua programação.
Espero que você curta.





Ilustração, tipografia e design gráfico, juntos, criando uma forte identidade.
INSTANT GRASS presta um serviço cada vez mais comum nas agências e nos anunciantes.
Ela se propõe a ajudá-los a estabelecer uma ponte entre o consumidor e o produto, trazendo aquele para dentro da definição das estratégias de marca, de marketing e de comunicação.
Não é nenhuma novidade, a gente sabe. Basta observar o comportamento das pessoas (e o seu!) nas redes sociais para percebermos rápido que o consumidor deseja envolver-se e influenciar suas marcas favoritas.
Opinando. Experimentando antes. Tirando de circulação o que não presta.
Deste ponto não há mais volta. Tudo virou beta!
As empresas que já sacaram que é preciso trabalhar num ambiente colaborativo com seu público estão na ponta de lança da economia global. Apple, Facebook, Google, outras.
Um meio de fazer isso, que conhecemos bem, é partir de resultados de pesquisa e sondagem, mas agora não mais realizando-as a cada um ou dois anos. É um processo contínuo no tempo - exagerando, tal como a medição de Ibope, minuto a minuto, descobriram as redes de tevê.
Outro meio dessa ponte ser de duas mãos, e tão eficaz quanto, é o de sentar à mesa com o cliente, usuário final e debater seus planos de negócios abertamente e esperar por um feedback franco, desapegado, às vezes intuitivo, que possa lhe servir de bandeja uma vantagem competitiva: mínima que seja, mas poderosa o bastante para incomodar os deslocar a concorrência.
INSTANT GRASS faz isso para quem deseja disputar a preferência do público sul-africano.
Com sede em Cape Town, tem um dos sites mais descolados que conheço (para essa categoria de serviço), valendo-se de uma linguagem gráfico-visual que dá bem a noção do que é este tipo de trabalho colaborativo.
A criação ficou a cargo da dupla Daniel Goodman e Simon Carter.
A toda vez que você acessa o site, muda o perfil de quem lhe dá as boas-vindas.
Adorei!








